Minha Primeira Poesia

Recanto

No canto da sala se escondem as linhas, agulhas, a velha máquina de costura...
Tudo na sua organizada bagunça, mas tudo ali, onde tem que estar.
A artesã se ajeita, costura, prega , faz o laço... O barulho da máquina parece poesia.
Tic tic, tic, tic, tic, tic...
Eu, boba que sou, sigo admirando tudo... cada ponto, cada risada, cada costura. 
Me rendo à sua beleza, ao doce barulho da máquina, ao cheiro de café e terra molhada.
Sinto saudade desse canto, desse encanto de lugar,
Dessa bagunça gostosa, desse colo, desse amor.. .canto... meu canto!


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